Identificar, reconhecer e cuidar bem de seus talentos é a graça de ser você.
Porque janelas e portas abertas não são suficientes pra ver o mundo e as pessoas lá fora, tive que demolir uma das quatro paredes.
quinta-feira, 31 de outubro de 2013
terça-feira, 29 de outubro de 2013
Converse com estranhos
Se a gente fosse seguir o conselho de não falar com estranhos por aí, deixaria de ouvir cada história.
A troca com o outro enriquece a pessoa bonita que há na gente.
A gente se descobre bonito.
A troca com o outro enriquece a pessoa bonita que há na gente.
A gente se descobre bonito.
domingo, 27 de outubro de 2013
A noiva de buquê perfumado.
Manjericão para uma manhã de domingo perfumada.
Para fazer uma receitinha, eu caminhando com o manjericão na mão, feito uma noiva levando seu buquê.
Para passar o manjericão no caixa do supermercado, aguardar a atendente ficar intrigada e me perguntar que planta é essa (só quem ama o identifica de longe, pelo cheiro, pelos formatos, pela textura)
Para meu conhecimento e satisfação, saber que não preciso mais pagar por ele. (Minha mãe informando que tem manjericão plantado em nosso jardim).
Para o exercício de puxar folha por folha para lavá-las, a paciência e a serenidade.
Para uma manhã de domingo deliciosa, patê de manjericão!
Para aquecer a alma numa noite de domingo, sopa de manjericão!
Para fazer um bem danado ao coração, recomendo, Manjericão.
Estou decidida, subirei ao altar com o pé de Manjericão da minha vida!
Para fazer uma receitinha, eu caminhando com o manjericão na mão, feito uma noiva levando seu buquê.
Para passar o manjericão no caixa do supermercado, aguardar a atendente ficar intrigada e me perguntar que planta é essa (só quem ama o identifica de longe, pelo cheiro, pelos formatos, pela textura)
Para meu conhecimento e satisfação, saber que não preciso mais pagar por ele. (Minha mãe informando que tem manjericão plantado em nosso jardim).
Para o exercício de puxar folha por folha para lavá-las, a paciência e a serenidade.
Para uma manhã de domingo deliciosa, patê de manjericão!
Para aquecer a alma numa noite de domingo, sopa de manjericão!
Para fazer um bem danado ao coração, recomendo, Manjericão.
Estou decidida, subirei ao altar com o pé de Manjericão da minha vida!
sexta-feira, 18 de outubro de 2013
O que não mata fortalece
E eu que jurava que morreria por falta de amor, agora tenho o amor de todo mundo.
(Sim, tô me achando!)
( Já me presentearam com chocolate de soja, patê de azeitona, patê de manjericão, batatas assadas com ervas finas e pimenta, livro de crônicas com direito à dedicatória que emociona, SMS de "tamo junto", palavras bonitas, elogios até, sobre minha vontade de viver.)
( Valeu, gente amiga!)
(Sim, tô me achando!)
( Já me presentearam com chocolate de soja, patê de azeitona, patê de manjericão, batatas assadas com ervas finas e pimenta, livro de crônicas com direito à dedicatória que emociona, SMS de "tamo junto", palavras bonitas, elogios até, sobre minha vontade de viver.)
( Valeu, gente amiga!)
Filosofando na Academia da Vida
- Engraçado, a vida é que nem musculação. Você tem que aumentar a carga pra conseguir desenvolver o músculo...E nada de ficar se iludindo, dizendo pra si mesmo que vai suportar mais peso só depois! Perca o medo, a timidez, o que for, e trate de levantar essa carga de vez!
Filosofar, questionar, até que faz bem!
quinta-feira, 17 de outubro de 2013
Esta minha outra.
Depois do "choque" da realidade, agora ando marcando encontros com uma tal de "Elaine sem ele". Ela é estranha, mas ainda assim é Elaine. Uma Elaine que tenta incluir no seu vocabulário esta palavra que a indicaram:
A "Elaine sem ele" desceu da topic no meio do caminho de casa e foi ao shopping ontem à noite. Foi sem planejar o que fazer. Foi disposta a se surpreender consigo mesma. Quer enxergar coisas que nunca viu antes. Ela caminha com as mãos livres e depois de mãos dadas com as dela mesma, e logo logo solta as mãos de novo, pra em seguida se dar as mãos outra vez. Quer dizer, uma confusão só. Uma crise de identidade feita com as próprias mãos.
A Elaine que nunca se importou de andar com molambos, virou hoje "Elaine sem ele" comprando roupa nova. Seu reflexo surgiu no provador da loja ainda um tanto apagado, mas com sincera intenção de ser propriamente um reflexo à medida que o tempo for passando.
A Elaine disforme olha bem pro espelho e resolve tentar mudar o lado em que o cabelo é partido. Joga os fios lisos para trás e tenta dividí-los ao meio no centro do couro cabeludo. Mas as madeixas ficam tumultuosas por enquanto.
O cabelo parece feio, sem jeito e desengonçado. Não sabe aonde vai, o que quer, muito menos de que cor é. Tiraram cada fio de cabelo da rotina. Esses demoram a se habituar com o novo penteado. Desconfio que, a partir de agora, eles tenham medo de cair no mau costume para não se rebelarem tanto, caso haja uma próxima vez.
re·si·li·ên·ci·a
(inglês resilience)
substantivo feminino
1. [Física] Propriedade de um corpo de recuperar a sua form a original após sofrer choque ou deformação.
2. [Figurado] Capacidade de s uperar, de recuperar de advers idades.
Mas essa Elaine aqui não volta à forma original não. Impossível. Relacionar-se com alguém nos modifica pro resto da vida, principalmente se tivermos mergulhado de cabeça no universo do outro. E mesmo que depois você tenha resolvido boiar um pouco pra recuperar o ar. Afinal, sua individualidade precisa de oxigênio. Talvez o outro interprete mal ou você mesmo se entenda mal e ache que isso é egoísmo. Mas às vezes nem é. Depende. Tem que olhar o nível de profundidade.
A "Elaine sem ele" desceu da topic no meio do caminho de casa e foi ao shopping ontem à noite. Foi sem planejar o que fazer. Foi disposta a se surpreender consigo mesma. Quer enxergar coisas que nunca viu antes. Ela caminha com as mãos livres e depois de mãos dadas com as dela mesma, e logo logo solta as mãos de novo, pra em seguida se dar as mãos outra vez. Quer dizer, uma confusão só. Uma crise de identidade feita com as próprias mãos.
A Elaine que nunca se importou de andar com molambos, virou hoje "Elaine sem ele" comprando roupa nova. Seu reflexo surgiu no provador da loja ainda um tanto apagado, mas com sincera intenção de ser propriamente um reflexo à medida que o tempo for passando.
A Elaine disforme olha bem pro espelho e resolve tentar mudar o lado em que o cabelo é partido. Joga os fios lisos para trás e tenta dividí-los ao meio no centro do couro cabeludo. Mas as madeixas ficam tumultuosas por enquanto.
O cabelo parece feio, sem jeito e desengonçado. Não sabe aonde vai, o que quer, muito menos de que cor é. Tiraram cada fio de cabelo da rotina. Esses demoram a se habituar com o novo penteado. Desconfio que, a partir de agora, eles tenham medo de cair no mau costume para não se rebelarem tanto, caso haja uma próxima vez.
Seu peso, posso segurar?
Eu vinha em pé e pensativa na topic. A senhorinha, com cara de vó que quer cuidar, me olhou com olhar meigo e pediu a minha maior bolsa de todas. Disse que estava pesada e a colocou em seu colo. Reparou na minha bolsa menor e perguntou se também estava pesada. Aí eu disse não, que essa dava pra aguentar.
Passa um tempinho e, um assento fica livre. Eu não percebo. Se percebi, não me importei. A mesma senhorinha sorriu pra mim de novo. Dessa vez, apontando pra cadeira, apontando o caminho. Pediu pra eu sentar. Tirei meu peso do seu colo, agradecendo muito, e sentei.
Ela pareceu relaxar depois disso. Eu não precisava bancar a forte, carregando peso sozinha e ainda mais em pé.
sábado, 12 de outubro de 2013
Uma noite de fossa à altura
Tá bom! Já que eu faço piada de quase tudo mesmo, até da minha tristeza e/ou pena de mim mesma, aqui vai uma. Quem sabe escrever aqui me ajude no processo de reconstrução como pessoa - que em breve estará madura para encarar, com força na peruca, este novo ciclo que se inicia -.
Eis a piada, coincidência, destino (?):
Voltando pra casa sexta à noite, aliviada por poder "curtir" minha primeira semana de fossa sentimental sem ter que ficar ouvindo de novo que "Isso passa", desci da topic com a tarefa de ir ao supermercado do shopping lotado que tem no caminho pra minha casa.
Eu tinha que comprar só uma plantinha de manjericão para um almoço hoje na casa de uma amiga, que convidou também suas amigas que não conheço, o que eu achei ótimo, pois me fizeram rir horrores de histórias malucas sobre infelizes cantadas das quais foram alvo. Mas, voltando aqui. Então, era só comprar o manjericão e ainda uma vaga ideia de adquirir algo mais que pudesse me proporcionar uma fossa à altura de primeira sexta à noite a sós comigo mesma.
Fiz as tais comprinhas com satisfação de estar ali com fones de ouvido, cantando e chorando junto com o Paulinho Moska. Fui escolhendo as coisinhas pra comemorar minha melancólica solidão: primeiro o vinho tinto suave pelo qual, fazia tempo, tinha perdido o interesse, depois o manjericão, o espinafre que não cozinhava faz tempo, por último, um saquinho de pistaches que nunca havia experimentado antes. Paguei o senhor do caixa e fui percorrendo, até a saída, o primeiro andar do shopping, que, perdoem o termo, estava fedendo à bosta naquela noite.
Portanto, fico feliz de imaginar que até a administração do Shopping cuidou de me proporcionar uma bela e fétida noite de fossa. Espero que eles já tenham consertado isso. Vi uma porção de clientes tapando o nariz, coitados, sentindo o mau cheiro da minha fossa.
Eis a piada, coincidência, destino (?):
Voltando pra casa sexta à noite, aliviada por poder "curtir" minha primeira semana de fossa sentimental sem ter que ficar ouvindo de novo que "Isso passa", desci da topic com a tarefa de ir ao supermercado do shopping lotado que tem no caminho pra minha casa.
Eu tinha que comprar só uma plantinha de manjericão para um almoço hoje na casa de uma amiga, que convidou também suas amigas que não conheço, o que eu achei ótimo, pois me fizeram rir horrores de histórias malucas sobre infelizes cantadas das quais foram alvo. Mas, voltando aqui. Então, era só comprar o manjericão e ainda uma vaga ideia de adquirir algo mais que pudesse me proporcionar uma fossa à altura de primeira sexta à noite a sós comigo mesma.
Fiz as tais comprinhas com satisfação de estar ali com fones de ouvido, cantando e chorando junto com o Paulinho Moska. Fui escolhendo as coisinhas pra comemorar minha melancólica solidão: primeiro o vinho tinto suave pelo qual, fazia tempo, tinha perdido o interesse, depois o manjericão, o espinafre que não cozinhava faz tempo, por último, um saquinho de pistaches que nunca havia experimentado antes. Paguei o senhor do caixa e fui percorrendo, até a saída, o primeiro andar do shopping, que, perdoem o termo, estava fedendo à bosta naquela noite.
Portanto, fico feliz de imaginar que até a administração do Shopping cuidou de me proporcionar uma bela e fétida noite de fossa. Espero que eles já tenham consertado isso. Vi uma porção de clientes tapando o nariz, coitados, sentindo o mau cheiro da minha fossa.
terça-feira, 8 de outubro de 2013
Me vê um "Dorcorex", por favor!
Bem que podiam lançar um "Dorcorex" da família do Dorflex, que agisse diretamente na causa da dor sentimental do coração.
Carrinho de mão para os caquinhos do meu coração.
Muita gente amiga me ajudando a carregar o carrinho de mão
pra juntar os caquinhos do meu coração.
E, na tristeza, vi florescer "eu te amo" de pessoas especiais e próximas que ainda não haviam declarado isso antes pra mim.
Boba como sou, ouvi e achei que tinha ouvido errado. Perguntei " Como é?" Então a amiga repetiu, só que em outras palavras: "Gosto muito de você".
Mas ontem mesmo tirei a dúvida com ela: "Foi impressão minha, ou você disse naquela hora que me ama?" Ela confirmou positivamente, explicando que algumas pessoas não entendem. Por isso depois usou o verbo gostar.
O verbo amar é realmente muito forte de sentir, de falar e, principalmente, de ouvir. Vou deixar de ouvir ele da pessoa que eu jurava que era pra vida inteira.
Mas, tudo bem; vamos continuar a juntar os milhões de caquinhos dessa coisa apertada que ocupou o lugar do coração no meu peito.
Aos amigos, minha eterna gratidão pela força colocada no carrinho de mão que ando carregando agora.
pra juntar os caquinhos do meu coração.
E, na tristeza, vi florescer "eu te amo" de pessoas especiais e próximas que ainda não haviam declarado isso antes pra mim.
Boba como sou, ouvi e achei que tinha ouvido errado. Perguntei " Como é?" Então a amiga repetiu, só que em outras palavras: "Gosto muito de você".
Mas ontem mesmo tirei a dúvida com ela: "Foi impressão minha, ou você disse naquela hora que me ama?" Ela confirmou positivamente, explicando que algumas pessoas não entendem. Por isso depois usou o verbo gostar.
O verbo amar é realmente muito forte de sentir, de falar e, principalmente, de ouvir. Vou deixar de ouvir ele da pessoa que eu jurava que era pra vida inteira.
Mas, tudo bem; vamos continuar a juntar os milhões de caquinhos dessa coisa apertada que ocupou o lugar do coração no meu peito.
Aos amigos, minha eterna gratidão pela força colocada no carrinho de mão que ando carregando agora.
domingo, 6 de outubro de 2013
Pai é bicho coruja mesmo.
Eu nunca comentei aqui sobre isto que vou escrever agora, mas ainda tá valendo. Afinal, também nunca é tarde para externar sentimentos bonitos há muito tempo guardados a sete chaves dentro da gente.
Uma das coisas que me tornam um alguém satisfeito e feliz por estar neste mundo, nesta vida, é ver meus pais orgulhosos de mim. Se eles sentem orgulho de mim, eles estão felizes. Se eles estão felizes, eu estou feliz. Eu já sabia dessa lógica toda. Desse efeito dominó da felicidade. Mas eu não sabia tanto até semana passada.
Mas por que, afinal, eles sentem orgulho?
Só porque cheguei em casa com empolgação emanando de toda parte de mim. Contei que tinha criado uma "musiquinha" para incentivar a equipe Comercial do jornal onde trabalho. Disse pra eles "musiquinha", porque se eu falasse "jingle", não entenderiam de jeito nenhum meu linguajar publicitário.
Então eu falei que tinha criado letra e melodia, mas que tinha contado com a ajuda de mais cinco pessoas para concretizar a ideia e executá-la de forma divertida.
Contei com o senso de humor, aliás, super bom humor das minhas duas parceiras de trabalho de cada dia. Meio receosa, pensando se elas aprovariam ou não a compositora e cantora amadora que sou, cantarolei a cançãozinha simples. E elas foram logo tratando de deixar aquilo menos sério. Formaram juntas um coro de segunda voz, inverteram palavras, inventaram diálogos no fim.
E a gente ali, pegando só um tempinho, do tempo corrido que é, para fazer algo que não estava nem nunca esteve listado na pauta de afazeres da semana. Não era nosso dever sair inventando musiquinha para incentivar vendas, mas muitas vezes é preciso sair do comum. Surpreender quem está ao nosso redor é saudável para os dois lados. Quebra rotina. Estimula. Arranca risadas. Ouve "Parabéns". Colhe reconhecimento.
E foi assim, - contando com o empurrãozinho das parceiras de trabalho, do cara gente fina no estúdio da rádio, da colega que nos levou até ele, do jornalista que toca violão, da minha coragem de soltar a voz novamente -, que vimos várias pessoas sorrindo, olhando pra letra e cantando junto.
Relatei tudo isso pro meu pai. Contei também que o chefe foi até minha mesa só para dar os parabéns e dizer que se surpreendeu. Meu pai ouviu essa última parte lançando pra mim olhar de admiração, típico de pai coruja, e me elogiou antes mesmo de ouvir a tal musiquinha. Quando finalmente ouviu, opinou dizendo que ficou muito bom. E agora já me julga capaz de propor uma nova musiquinha para a "Casa Pio", pois diz que já não aguenta mais o "Pá-pé-Pio, Pá-pé-Pio, vamos pra Casa Pio, vamos pra Casa Pio".
Pai é bicho coruja mesmo.
Uma das coisas que me tornam um alguém satisfeito e feliz por estar neste mundo, nesta vida, é ver meus pais orgulhosos de mim. Se eles sentem orgulho de mim, eles estão felizes. Se eles estão felizes, eu estou feliz. Eu já sabia dessa lógica toda. Desse efeito dominó da felicidade. Mas eu não sabia tanto até semana passada.
Mas por que, afinal, eles sentem orgulho?
Só porque cheguei em casa com empolgação emanando de toda parte de mim. Contei que tinha criado uma "musiquinha" para incentivar a equipe Comercial do jornal onde trabalho. Disse pra eles "musiquinha", porque se eu falasse "jingle", não entenderiam de jeito nenhum meu linguajar publicitário.
Então eu falei que tinha criado letra e melodia, mas que tinha contado com a ajuda de mais cinco pessoas para concretizar a ideia e executá-la de forma divertida.
Contei com o senso de humor, aliás, super bom humor das minhas duas parceiras de trabalho de cada dia. Meio receosa, pensando se elas aprovariam ou não a compositora e cantora amadora que sou, cantarolei a cançãozinha simples. E elas foram logo tratando de deixar aquilo menos sério. Formaram juntas um coro de segunda voz, inverteram palavras, inventaram diálogos no fim.
E a gente ali, pegando só um tempinho, do tempo corrido que é, para fazer algo que não estava nem nunca esteve listado na pauta de afazeres da semana. Não era nosso dever sair inventando musiquinha para incentivar vendas, mas muitas vezes é preciso sair do comum. Surpreender quem está ao nosso redor é saudável para os dois lados. Quebra rotina. Estimula. Arranca risadas. Ouve "Parabéns". Colhe reconhecimento.
E foi assim, - contando com o empurrãozinho das parceiras de trabalho, do cara gente fina no estúdio da rádio, da colega que nos levou até ele, do jornalista que toca violão, da minha coragem de soltar a voz novamente -, que vimos várias pessoas sorrindo, olhando pra letra e cantando junto.
Relatei tudo isso pro meu pai. Contei também que o chefe foi até minha mesa só para dar os parabéns e dizer que se surpreendeu. Meu pai ouviu essa última parte lançando pra mim olhar de admiração, típico de pai coruja, e me elogiou antes mesmo de ouvir a tal musiquinha. Quando finalmente ouviu, opinou dizendo que ficou muito bom. E agora já me julga capaz de propor uma nova musiquinha para a "Casa Pio", pois diz que já não aguenta mais o "Pá-pé-Pio, Pá-pé-Pio, vamos pra Casa Pio, vamos pra Casa Pio".
Pai é bicho coruja mesmo.
sábado, 5 de outubro de 2013
Seja Mais para o Atendente de Caixa
Toda vez que a gente, cliente, se dirige ao caixa do Pão de Açúcar
tem essa perguntinha:
- Cliente Mais?
Eu nem sinto falta da formalidade
repetitiva e forçada do “Bom dia! / Boa tarde! / Boa noite!" antes de
qualquer coisa. Tenho admiração por pessoas objetivas. Mas, cá pra nós, um
atendente de supermercado te questionar sempre a mesma pergunta, investigando
se você é mais ou não pra ele, é pra quebrar as pernas de qualquer autoestima
de um pobre cliente.
Digo "pobre" no sentido literal, porque, na maioria das
vezes, você se arrisca a fazer uma comprinha com dinheiro contado. Você ali,
mais liso do que chão encerado, aí vem um atendente de caixa e faz uma pergunta
polêmica dessas.
Dá vontade de complementar o
"Não" com um "Cliente menos mesmo!". Aliás, dá vontade de
ir logo com um crachazinho informando isso em letras gigantes " CLIENTE
MENOS "
Outro dia, não me contive. Respondi com um sorrisinho melancólico:
- Cliente menos mesmo, Moça!
Ficou curioso sobre o porquê da pergunta “ Cliente mais?” Faço
agora uma publicidade espontânea copiando abaixo o link, caso você deseje ser
Mais para o atendente do caixa do Pão de Açúcar.
domingo, 29 de setembro de 2013
Caidinha, os quatro pneus, por eles.
Uma das experiências mais impulsionadoras é perceber que você está completamente apaixonado por seus estudos. No meu caso, caidinha, os 4 pneus, pelo meu projeto de pesquisa.
Apaixone-se por alguém e/ou qualquer coisa que te leve adiante e logo isso vai causar tanta empolgação, que você esquece até de comer, de beber água e, principalmente, de problemas que não têm tanta importância assim na sua vida.
Tá, é bom lembrar de comer e beber água! ;)
Apaixone-se por alguém e/ou qualquer coisa que te leve adiante e logo isso vai causar tanta empolgação, que você esquece até de comer, de beber água e, principalmente, de problemas que não têm tanta importância assim na sua vida.
Tá, é bom lembrar de comer e beber água! ;)
sábado, 28 de setembro de 2013
Eis aqui o tema do meu Projeto de Pesquisa para mestrado
"Porque nós estamos sozinhos. Nós necessitamos de mais amigos ou ouvidos simpáticos, pessoas que possam ouvir nossas histórias e falar-nos as suas próprias, ou nos dizer onde elas foram mudadas.
Nós gostamos de ler as histórias de outras pessoas porque elas nos ajudam a afirmar a nós mesmos. Fora dali nós não estamos sozinhos (...) colocar nossas vidas on-line não significa conduzir nossas vidas on-line, mas utilizar um veículo de partilha sem precedentes. Nós interagimos no mundo real e usamos o ciberespaço para colaborar, dividir e conjurar novas possibilidades. "
Por Justin Allyn Hall*
* Em janeiro de 1994, com apenas 19 anos de idade, Hall inaugurou na rede o diário Justin's Link from de Underground 12, passando a fazer dele um livro aberto sobre a própria vida, publicando tudo em detalhes: bebedeiras, divagações à toa, as doenças sexualmente transmissíveis que contraiu, viagens, amizades, as aulas na faculdade, namoros, o suicídio do pai e até as próprias fotos, algumas delas tiradas nu ou urinando."
Fonte: http://www.bocc.ubi.pt/pag/ oliveira-rosa-meire-De-onda-ond a.html
Nós gostamos de ler as histórias de outras pessoas porque elas nos ajudam a afirmar a nós mesmos. Fora dali nós não estamos sozinhos (...) colocar nossas vidas on-line não significa conduzir nossas vidas on-line, mas utilizar um veículo de partilha sem precedentes. Nós interagimos no mundo real e usamos o ciberespaço para colaborar, dividir e conjurar novas possibilidades. "
Por Justin Allyn Hall*
* Em janeiro de 1994, com apenas 19 anos de idade, Hall inaugurou na rede o diário Justin's Link from de Underground 12, passando a fazer dele um livro aberto sobre a própria vida, publicando tudo em detalhes: bebedeiras, divagações à toa, as doenças sexualmente transmissíveis que contraiu, viagens, amizades, as aulas na faculdade, namoros, o suicídio do pai e até as próprias fotos, algumas delas tiradas nu ou urinando."
Fonte: http://www.bocc.ubi.pt/pag/
Estou tentando ficar ausente aqui no blog, justamente para investigar esses desajuizados que têm coragem de escrever sobre suas vidas pessoais em blogs.
Nossos pais pedem tanto pra gente ter juízo e a gente faz um negócio desses. Sei não. Só sei que o amor pela escrita e a vontade de ser lido é maior do que tudo, pelo menos no meu caso sim.
Eu escrevo em blog, e o tema da minha pesquisa só podia ser esse, claro. Porque eu só penso nisso e porque isso me leva ao sentido mais próximo e realista da Felicidade.
quinta-feira, 26 de setembro de 2013
Onde eu meto a colher
- Numerozinhos?
Sou mais letrinhas.
Elas que não são nada exatas.
Elas me matam de curiosidade.
Elas que só revelam segredos para os mais íntimos.
Números não!
Sopa de letrinhas pra mim, por favor!
Não! Melhor:
me vê uma sopa de frases embaralhadas pra eu meter minha colher!
Faço sentido assim, com essa fome de ler e escrever.
Sou mais letrinhas.
Elas que não são nada exatas.
Elas me matam de curiosidade.
Elas que só revelam segredos para os mais íntimos.
Números não!
Sopa de letrinhas pra mim, por favor!
Não! Melhor:
me vê uma sopa de frases embaralhadas pra eu meter minha colher!
Faço sentido assim, com essa fome de ler e escrever.
domingo, 22 de setembro de 2013
Especialização em procrastinação
Eu sei que isso não é da conta de ninguém, que ninguém precisa saber, mas eu tenho um (...)
projeto de pesquisa para entregar na especialização. Tem prazo e tudo mais.
Bem, eu só queria justificar minha ausência aqui por uns meses.
(Nossa! Falando assim, "meses", faz parecer eternidade. Não sei se vou aguentar, afinal, escrever sobre coisas não científicas também é vida)
Estamos quase entrando no mês de outubro e eu tenho até 22 de dezembro para entregar o que ainda não comecei. Até agora, jaz aqui uma tímida estudante lendo trabalhos alheios, apenas se contentando com um bilhão de indecisões sobre o tema fervilhando na cabeça .
Tenho até 22 de dezembro e até agora tudo tem me distraído. Tudo tem me levado a um caminho quase sem volta: ao da procrastinação.
Quando trabalhar e estudar ao mesmo tempo é sua sina, você começa a pensar no que deve abdicar para concluir seus estudos e, enfim, ser gente, ou não. São tempos difíceis pra todo mundo, ou nós que somos complicados e complicamos tudo.
Eu tenho até dezembro pra entregar um projeto de pesquisa.
Eu tenho que ficar lembrando disso a toda hora.
Eu tenho que cutucar a procrastinação e pedir pra ela desapegar de mim, mas ela tem pacto com meu sono e cansaço diário.
Vou deixar uma lista aqui.
(Talvez alguém me ajude a escolher algo pra riscar do meu caderninho de vida por uns meses)
Opções
1) namoro
2) amigos e saidinhas
3) Leitura dos Clássicos da ed. Abril
4) Trabalho de 8h por dia de segunda a sexta
5) Aulas de dança 3x por semana
6) Escrever entre Três Paredes
7) Papear depois do jantar com meus pais e meu irmão
8) Conhecer o trabalho de novos artistas do cenário musical brasileiro
9) Preparar comidinhas vegetarianas para mim mesma
10) Curtir minha t.p.t (tensão pré-tristeza) sem medo de ser triste na TPM
11) Ouvir música fofinha e dedicá-la para os amigos, por inbox no Facebook
12) Bailes de dança 1x/2x por mês
13) Compartilhar trechos de músicas ou de textos, meus ou alheios, na fan page do blog Três Paredes (sim, agora tem fan page com 133 curtindo isso)
Tá, eu sei que muita gente vai me aconselhar a dar um tempo com a dança, mas é que esse "deixar a dança por uns meses" dói lá no fundo da alma. Prefiro tentar realizar o sonho de administrar bem o tempo.
Só não garanto escrever aqui com frequência. No máximo para desabafar sobre as desavenças com meu projeto de pesquisa.
projeto de pesquisa para entregar na especialização. Tem prazo e tudo mais.
Bem, eu só queria justificar minha ausência aqui por uns meses.
(Nossa! Falando assim, "meses", faz parecer eternidade. Não sei se vou aguentar, afinal, escrever sobre coisas não científicas também é vida)
Estamos quase entrando no mês de outubro e eu tenho até 22 de dezembro para entregar o que ainda não comecei. Até agora, jaz aqui uma tímida estudante lendo trabalhos alheios, apenas se contentando com um bilhão de indecisões sobre o tema fervilhando na cabeça .
Tenho até 22 de dezembro e até agora tudo tem me distraído. Tudo tem me levado a um caminho quase sem volta: ao da procrastinação.
Quando trabalhar e estudar ao mesmo tempo é sua sina, você começa a pensar no que deve abdicar para concluir seus estudos e, enfim, ser gente, ou não. São tempos difíceis pra todo mundo, ou nós que somos complicados e complicamos tudo.
Eu tenho até dezembro pra entregar um projeto de pesquisa.
Eu tenho que ficar lembrando disso a toda hora.
Eu tenho que cutucar a procrastinação e pedir pra ela desapegar de mim, mas ela tem pacto com meu sono e cansaço diário.
Vou deixar uma lista aqui.
(Talvez alguém me ajude a escolher algo pra riscar do meu caderninho de vida por uns meses)
Opções
1) namoro
2) amigos e saidinhas
3) Leitura dos Clássicos da ed. Abril
4) Trabalho de 8h por dia de segunda a sexta
5) Aulas de dança 3x por semana
6) Escrever entre Três Paredes
7) Papear depois do jantar com meus pais e meu irmão
8) Conhecer o trabalho de novos artistas do cenário musical brasileiro
9) Preparar comidinhas vegetarianas para mim mesma
10) Curtir minha t.p.t (tensão pré-tristeza) sem medo de ser triste na TPM
11) Ouvir música fofinha e dedicá-la para os amigos, por inbox no Facebook
12) Bailes de dança 1x/2x por mês
13) Compartilhar trechos de músicas ou de textos, meus ou alheios, na fan page do blog Três Paredes (sim, agora tem fan page com 133 curtindo isso)
Tá, eu sei que muita gente vai me aconselhar a dar um tempo com a dança, mas é que esse "deixar a dança por uns meses" dói lá no fundo da alma. Prefiro tentar realizar o sonho de administrar bem o tempo.
Só não garanto escrever aqui com frequência. No máximo para desabafar sobre as desavenças com meu projeto de pesquisa.
sexta-feira, 13 de setembro de 2013
Na carona do Pai que me quer bem
Eu pego carona com meu pai de manhã bem cedinho. Ele me deixa no trabalho e depois vai pro dele.
É muito provável que a gente não se veja por vários dias. Mas quando a gente raramente se encontra, durante a semana, é na mesa do café da manhã, às 05h45, e depois no carro, às 06h10 no máximo. Mais do que isso, ele grita um "Bora, filha" apreensivo.
Na carona, ou estou lendo algo, ou cochilando, ou tagarelando (sim, tem dias que estou até inspirada pra jogar conversa fora tão cedo da manhã). Muda, sonolenta ou tagarela, ele gosta de me ver bem de qualquer jeito. Estou lá de copilota, toda zen, quando, do nada, ele implora:
- Ô, Filha, sobe seu vidro aí!
E para completar, resmunga:
- Tá toda assanhada. Nossa!
Eu acho graça e imediatamente cumpro ordens. Subo o vidro, mas nem tanto, e dou uma ajeitada no meu cabelo curto e bagunçado pelo vento.
Faço isso, não porque me importo com minha imagem no espelho àquela hora da manhã. O importante é ver meu pai bem ao me ver menos mal.
É muito provável que a gente não se veja por vários dias. Mas quando a gente raramente se encontra, durante a semana, é na mesa do café da manhã, às 05h45, e depois no carro, às 06h10 no máximo. Mais do que isso, ele grita um "Bora, filha" apreensivo.
Na carona, ou estou lendo algo, ou cochilando, ou tagarelando (sim, tem dias que estou até inspirada pra jogar conversa fora tão cedo da manhã). Muda, sonolenta ou tagarela, ele gosta de me ver bem de qualquer jeito. Estou lá de copilota, toda zen, quando, do nada, ele implora:
- Ô, Filha, sobe seu vidro aí!
E para completar, resmunga:
- Tá toda assanhada. Nossa!
Eu acho graça e imediatamente cumpro ordens. Subo o vidro, mas nem tanto, e dou uma ajeitada no meu cabelo curto e bagunçado pelo vento.
Faço isso, não porque me importo com minha imagem no espelho àquela hora da manhã. O importante é ver meu pai bem ao me ver menos mal.
quarta-feira, 11 de setembro de 2013
Deixe a Lua te levar
Ontem à noite, voltando pra casa, desci do ônibus e, antes de atravessar a rua, dediquei um tempo pra olhar a Lua. Fiquei constrangida. Ela estava tão linda e, eu não consegui lembrar qual foi a última vez que a contemplei. Forcei a mente e nada. Culpei os compromissos da semana. Então me perguntei sobre o que estou fazendo com meus fins de semana: em nenhum momento eu consigo olhar pro céu, é isso? Como cheguei a esse ponto eu não sei, só sinto que não posso continuar assim. Se não, nem assunto para postar aqui eu terei mais.
Ontem, depois de sei lá quanto tempo sem olhar, olhei pra Lua. Nem identificar a fase que ela estava eu sabia mais. Frustrante foi ter que recorrer ao google :
O fato é que olhei pra Lua e percebi que estava com saudade de caminhar até minha casa, dividindo minha atenção entre as árvores e Ela. Senti saudade também daquela elaine criança, que deitava no chão do jardim à noite com a única ocupação de observar as estrelas não apenas como brilhos distantes, mas como partes integrantes do que sou. Eu em comunhão com o que está ao meu redor.
Falando nisso, super recomendo a leitura da Revista "Vida Simples" deste mês. A matéria de capa chamou minha atenção com este título: "Deixe a vida te levar" Eu que sempre contestei a teoria do Zeca Pagodinho, acabei concordando com várias partes da matéria.
Ontem, depois de sei lá quanto tempo sem olhar, olhei pra Lua. Nem identificar a fase que ela estava eu sabia mais. Frustrante foi ter que recorrer ao google :
( a fase da minha Lua de ontem era bem similar a esta quarto minguante - minguante côncavo)
O fato é que olhei pra Lua e percebi que estava com saudade de caminhar até minha casa, dividindo minha atenção entre as árvores e Ela. Senti saudade também daquela elaine criança, que deitava no chão do jardim à noite com a única ocupação de observar as estrelas não apenas como brilhos distantes, mas como partes integrantes do que sou. Eu em comunhão com o que está ao meu redor.
Falando nisso, super recomendo a leitura da Revista "Vida Simples" deste mês. A matéria de capa chamou minha atenção com este título: "Deixe a vida te levar" Eu que sempre contestei a teoria do Zeca Pagodinho, acabei concordando com várias partes da matéria.
domingo, 1 de setembro de 2013
Meu pai e meu pãozinho de coco
Minha alegria hoje seria um (...)
Pão de coco! Só porque lembro do meu pai.
Ele saia cedinho pra comprar carioquinha e me surpreendia ao dispor na mesa os meus prediletos pães docinhos.
Tristeza I: cheguei tarde na padaria e não tinha mais. Também, né, 11 da manhã.
Tristeza II: acabo de pesquisar no google a receita e diz na lista de ingredientes da massa "ovos" e "leite".
Consolo I: vou pra casa hoje ver meu pai. Afinal, não é um pão de coco que matará a saudade que tenho dele.
Consolo II: posso descobrir receita de pão de coco "vegano", ou seja, que não leve leite de vaca nem ovos de galinha. (:
quinta-feira, 29 de agosto de 2013
Generosos pedaços de você
E quando o vazio te preenche com nada mais do que nada,
você finge que está aguentando firme e só confia que vai passar.
Isso vem, passa e volta. Certeza! Só não sabemos a hora exata.
O jeito é procurar um canto seguro pra chorar à vontade, - sem ninguém por perto lançando olhares de curiosidade ou de piedade - Já basta a dó que está tendo de si mesmo.
A melancolia vem toda marota para nos surpreender com um: - Sur-presa!
Como ela é sem graça.
E parece que nada consegue distraí-la.
Neste caso,
ler um livro não vai tirar você da sua momentânea triste realidade
Um filme, uma novela, um show não vão te entreter
Dar uma olhadinha no facebook também não.
Músicas vão entrar por um ouvido e sair pelo outro, conselhos também.
Escrever num blog pessoal só vai fazer você achar que está escrevendo mal
Ir às compras, então, não vai fazer o menor sentido.
Objetos, coisas materiais, jamais vão te preencher de verdade.
A cratera que se abriu no seu peito só vai sarar,
quando você voltar a reservar tempo de sobra, dentre esses intervalos de tempos tão corridos,
só para aquelas pessoas que te compõem, que são generosos pedaços de você.
Sem elas, nos resta apenas o vazio.
você finge que está aguentando firme e só confia que vai passar.
Isso vem, passa e volta. Certeza! Só não sabemos a hora exata.
O jeito é procurar um canto seguro pra chorar à vontade, - sem ninguém por perto lançando olhares de curiosidade ou de piedade - Já basta a dó que está tendo de si mesmo.
A melancolia vem toda marota para nos surpreender com um: - Sur-presa!
Como ela é sem graça.
E parece que nada consegue distraí-la.
Neste caso,
ler um livro não vai tirar você da sua momentânea triste realidade
Um filme, uma novela, um show não vão te entreter
Dar uma olhadinha no facebook também não.
Músicas vão entrar por um ouvido e sair pelo outro, conselhos também.
Escrever num blog pessoal só vai fazer você achar que está escrevendo mal
Ir às compras, então, não vai fazer o menor sentido.
Objetos, coisas materiais, jamais vão te preencher de verdade.
A cratera que se abriu no seu peito só vai sarar,
quando você voltar a reservar tempo de sobra, dentre esses intervalos de tempos tão corridos,
só para aquelas pessoas que te compõem, que são generosos pedaços de você.
Sem elas, nos resta apenas o vazio.
terça-feira, 27 de agosto de 2013
Tá na validade?
Tava voltando pra casa hoje, quando reparei na placa de uma humilde lojinha de roupas:
"BELEZA ATUAL
Atualizando sua beleza!"
E eu fiquei me perguntando se existe beleza velha, ultrapassada.
Céus, onde diz a data de validade?
Tô vencida?
Estamos vencidos?
"BELEZA ATUAL
Atualizando sua beleza!"
E eu fiquei me perguntando se existe beleza velha, ultrapassada.
Céus, onde diz a data de validade?
Tô vencida?
Estamos vencidos?
domingo, 25 de agosto de 2013
Vegetariana sim, vegana não. Vegetariana presenteada, pra que mais?
Em junho deste ano eu completei 1 ano de alimentação vegana*
*( queijo, não pode!
leite, não pode!
iogurte, não pode!
Ovos, não pode!
A clara do ovo? Não, também não!
Mel, pode? Não!
Nem peixe? Também nem pode!)
Quem optou por uma alimentação assim, seja por n motivos, vive ouvindo essas duas palavrinhas "não pode!", geralmente de forma interrogativa ou como quem recupera a memória: "Ah, é. Isso tu não pode!" Mas o ideal seria ouvir "Ah, sim. Você não quer!" Já que não é porque você não pode, é porque você escolheu, decidiu não querer.
Você não tem intolerância à lactose nem à carne nem a onívoros ou "carnívoros" (como os onívoros costumam dizer). Pelo contrário, você passa a treinar bastante sua tolerância**.
**2. Boa disposição dos que ouvem com paciência opiniões opostas às suas.
Tá certo que existem aquelas pessoas que não praticam essa tolerância. Não toleram onívoros/carnívoros afirmando ou perguntando bobagens ou não bobagens a respeito do tema. Certo é que não se deve viver num clima de guerra de onívoros/carnívoros versus vegetarianos/veganos***. Não há critério para definir que um ser é melhor do que o outro. São apenas escolhas diferentes.
***Mas o que é afinal ser vegano? Copio e colo abaixo algumas informações básicas:
A Ideologia Vegana:
Veganismo é uma ideologia baseada nos direitos animais que obviamente pressupõe uma alimentação estritamente vegetariana. A ideologia vegana boicota qualquer produto de origem animal (alimentar ou não), além de produtos que tenhamsido testados em animais ou que incluam qualquer forma possível de exploração animal nos seus ingredientes ou processos de manufatura.
Para o vegano cada animal é um ser senciente dono de sua própria vida, tendo assim o direito de não ser tratado como propriedade (enfeite, entretenimento, comida, cobaia, mercadoria, etc).
No vestuário, os materiais de origem animal como pele,couro, lã, seda, camurça ou adornos de pérolas, plumas, penas, ossos, pêlos, marfim, etc) são preteridos, pois implicam a morte e/ou exploração dos animais que lhes deram origem. Veganos se vestem de tecidos de origem vegetal (algodão, linho, etc) ou sintéticos (poliéster, etc).
Na alimentação são vegetarianos estritos, ou seja, excluem da sua dieta carnes, gelatina, laticínios, ovos, mel e demais alimentos de origem animal. Consomem basicamente cereais, frutas, legumes, vegetais, hortaliças, algas, cogumelos e qualquer produto, industrializado ou não, desde que não contenha nenhum ingrediente de origem animal.
Evitam o uso de medicamentos, cosméticos e produtos de higiene e limpeza que tenham sido testados em animais. Alguns optam pela fitoterapia, homeopatia ou qualquer tratamento alternativo.
Veganos defendem o surgimento de alternativas para experiências laboratoriais, como testes in vitro, cultura de tecidos e modelos computacionais.
São divulgadas entre a comunidade vegana listas de marcas e empresas de cosméticos e produtos de limpeza e higiene pessoal não testados em animais.
Circos com animais, rodeios, vaquejadas, touradas e jardins zoológicos, também são boicotados pois implicam escravidão, posse, deslocamento do animal de seu habitat natural, privação de seus costumes e comunidades, adestramento forçoso e sofrimento. Não caçam, não promovem nenhum tipo de pesca, e boicotam qualquer “esporte” que envolva animais não-humanos. Muitos seguem o princípio político da não-violência.
Veganismo na Prática
Citando o filósofo Carlos Naconecy “Vegetarianismo/veganismo é menos uma questão de pureza pessoal do que uma atitude que tenta minimizar a exploração de animais – minimizar porque a eliminação dessa exploração é impossível: a vida no mundo urbano de hoje, tal como a conhecemos, depende do uso de animais. Em outras palavras, nenhum de nós pode se dizer vegano – todos nós apenas tentamos ser veganos.”
O exemplo mais claro disso é o do uso de pneus por parte de veganos/abolicionistas. “Consta que o ácido esteárico, oriundo principalmente da gordura animal, é usado, entre outras coisas, na vulcanização da borracha dos pneus. Ao ser informado sobre isso, o militante ver-se-ia obrigado moralmente a se mudar para um local onde o uso de pneus não fosse necessário – por exemplo, uma ecovila autossustentável.”
Veganismo, segundo seu criador Donald Watson, é uma filosofia e um modo de vida que busca excluir as formas de exploração e crueldade aos animais… É uma atitude de respeito pelos animais. Os ativistas devem fazer tudo o que puderem para viver o mais eticamente possível conscientizando as pessoas para a importância da vida de qualquer animal, humano ou não. A idéia é mostrar que todos animais sofrem tanto quanto os homens e que se nenhum homem gosta de sofrer os animais também não.
De onde tirei isso tudo:
Quem leu o item acima "Veganismo na Prática", vai entender que sou apenas uma vegetariana que tenta ser vegana, já que até no pneu tem algo de origem animal. Enfim, a gente faz o que está ao nosso alcance para respeitar o próximo e as outras espécies.
Mas o que eu ia relatar mesmo nesse post era outra coisa. Isso sempre acontece comigo. A princípio, penso em escrever determinada coisa e de repente já me vejo direcionando o texto pra outro lado. Mas o que vou relatar tem tudo a ver com o que escrevi aqui até agora.
Por coincidência ou não, ganhei meio que um presente nesse aniversário de 1 ano de vegetarianismo. Eu estava na fila de espera do caixa do supermercado e havia uma senhora sendo atendida na minha frente. Ela foi com o dinheiro contado, certinho para uma compra supostamente planejada. Ela tirava a mercadoria da esteira e entregava pra moça do caixa, sempre checando o preço que dizia na tela do computador. Ela parecia estar apreensiva - se imaginando presa ali sem poder pagar a conta-. Muito prudente, ela pensava bem e recontava o dinheiro que tinha na sua bolsinha. Permaneceu assim até que só restaram duas coisas na esteira do caixa:
- 1 (uma) margarina
- 1(uma) bandejinha de isopor com linguiças Sadia.
Sem aquela senhora notar, fazia tempo que eu também verificava a tela do computador um tanto receosa por ela. Acho esse gesto de ir às compras com dinheiro contado tão louvável que fiquei ali torcendo por uma consumidora consciente. Sabia que haveria um jeito daquela comprinha dá certo.
Pela indecisão da senhora do dinheiro contado, percebi que ela teria de escolher entre a margarina e as linguiças Sadia. As linguiças estavam custando R$ 2,75. A margarina, não lembro. Eis então o meu presente: ela abandonou a bandeja de linguiças no final da esteira e entregou a margarina pra moça do caixa.
Coisa linda de se vê: linguiças SADIA rejeitadas pela senhora do dinheiro contado. Considerei um presente e comemorei assim meu aniversário de 1 ano.
sábado, 17 de agosto de 2013
Você tossiu em mim?
Perguntei pro namorado, com digna ênfase no modo de me expressar. (Ele diz que transformo tudo em novela).
Perguntei, depois de ele tentar ser discreto em respeito ao amigo solteiro ao seu lado. Enquanto caminhávamos no shopping, ele tentou a discrição sussurrando em segredo pro meu cabelo:
(- te amo.)
Sim, pro meu cabelo, pois ele é bem alto e precisa se curvar para alcançar meu ouvido. Não se curvou o suficiente.
O sussurro foi rouco. Foi estranho. Parecia uma tosse seca. Jamais entenderia "te amo" se ele não tivesse esclarecido. Repetiu de forma entendível, lógico que morrendo de rir da tradução equivocada que fiz do "eu te amo" dele.
- Você tossiu em mim? (cara de pasma)
Na verdade, eu queria dizer:
- Você tossiu no meu cabelo? (cara de quem pergunta: o que ele fez de mau pra você?)
Tenho essa e uma porção de outras "pérolas". Quem sabe eu conte mais dessas por aqui.
quinta-feira, 15 de agosto de 2013
Sua vida na mão de um bandido.
Todo mundo fala que tem coisas que a gente nunca esquece. Concordo.
Hoje eu estava assistindo ao clipe da banda Eddie (colo o link abaixo porque ainda não descobri o segredo de colocar o próprio vídeo aqui na página - sou lenta demais para a tecnologia-) e acabei lembrando de algo que vai me acompanhar pro resto da vida.
Assistam! Vale a pena:
Pois bem, o que eu lembrei.
Uma noite, resolvi sair mais cedo da minha pós. Sabe como é, o perigo nas ruas e eu moro longe de tudo e tal.
Eu estava na topic, na avenida principal, quando ouvimos um, dois, três, quatro "estouros" que a princípio eu não soube identificar que eram tiros. Afinal, eu nunca tinha ouvido barulho de tiro.
Pois é, em que mundo, em que bolha eu vivo, né?! Mas sempre tem uma primeira vez. A vez que alguém estoura a bolha de sabão dentro da qual você vive e aí toma-se um choque de realidade crua, ainda sangrando.
Os boatos e burburinhos entre os passageiros, motorista e trocador confirmaram que aqueles quatro estouros eram balas que nada tinham de doces.
"- Foi tiro, foi tiro! Olha ali!"
Eu olhei. Olhei pela janela certa. A janela à minha direita me mostrou o que a sequência de estouros havia causado. Pressenti que minha curiosidade me levaria a um caminho sem volta.
Mesmo assim, mesmo de costas para a janela, tive o ímpeto de virar o máximo que dava o pescoço e depois o corpo para ver também o que estava conquistando a audiência dos passageiros. Todos, ali, vivendo a profissão de repórter por uma noite e atônitos ao vislumbrarem um furo de reportagem.
O que vimos foram clientes de uma lanchonete correndo desesperados, procurando abrigo na cozinha e um garçom estendido no chão entre as mesas. O sangue escorria de sua boca. Ele estava deitado com o volume exagerado da barriga virado pra cima. Exagero mesmo foi a quantidade de sangue. O motorista da topic quase estacionou ali pra gente investigar melhor o furo de reportagem, o furo da vida.
Depois de vermos também dois caras encapuzados fugindo numa moto, ficamos analisando o corpo pela janela da topic. Na verdade, não estávamos analisando o corpo não. Estávamos nos colocando no lugar do garçom.
Nossos olhares, impenetráveis. Estávamos hipnotizados vendo de perto a horrível verdade, o fato de que nossa vida vive por um triz, e nas mãos de qualquer um. Podemos imaginar os bandidos apontando o indicador no centro da palma da mão e dizendo pra gente: "Você, sua vida, tão aqui ó, na minha mão!"
Como alguém pode anunciar dessa forma o fim da vida de uma pessoa?
Não sei. Já entendi que não é possível encontrar resposta para toda pergunta.
Só sei que naquela noite, em segredo, chorei durante todo o resto do percurso que a topic fazia até minha casa. Por quê?
Porque assistir ao fim trágico da vida de alguém marca mais do que tatuagem.
Porque você se sente vulnerável.
Porque você percebe que não tem controle nenhum sobre sua própria existência.
domingo, 11 de agosto de 2013
A noiva vai de rasteirinha ou descalça?
Aí eu tô dormindo na casa dele. Sou a primeira a desmaiar.
Ele fica sem sono. Resolve ver uma série nova que eu não tô acompanhando.
Aí ele assiste a uma cena que mostra a personagem se preparando para casar. Esta é obrigada a usar um salto bem alto para se tornar uma noiva à altura.
Aí ele lembra de mim.
Eu dormindo ao lado dele, sonhando agarrada aos carneirinhos que eu nem precisei contar, porque era sono demais.
Reforço: eu ao lado dele, bem do lado mesmo.
Aí ele resolve enviar um SMS (um não, dois) para a parceira desmaiada, inconsciente do que se passa ao redor.
SMS 1:
10/08/2013
02:37:09 da manhã
"Oi, amor, pensei uma coisa agora: você vai casar com rasteirinha ou descalça?
Sabe por quê?"
SMS 2:
10/08/2013
02:37:57 da manhã
" Porque você não seria uma mentira justo no dia que afirmaremos a maior verdade das nossas vidas"
Detalhe importante:
* Ele me perguntou se vou de rasteirinha ou descalça, porque sabe que fujo do salto alto - mesmo sendo baixinha -. E que quando passa uma mulher com um salto maior do que as pernas, eu o cutuco e falo abismada "Nossa, por que fazer isso com ela mesma?"
E ele responde meio que concordando com meu espanto "Valha, ela nem consegue se equilibrar direito"
(Tá, eu e ele somos terríveis)
Aí eu acordo 11 da manhã no sábado, ligo meu celular e me deparo com os dois SMS. Melhor, me deparo com o amor.
E novamente digo pra ele não fazer essas coisas, porque eu acabo não resistindo e expondo no blog.
Ele, se achando, diz que meu blog tem audiência por causa dele!
Você aí, me diz se eu mereço isso?!
Ele fica sem sono. Resolve ver uma série nova que eu não tô acompanhando.
Aí ele assiste a uma cena que mostra a personagem se preparando para casar. Esta é obrigada a usar um salto bem alto para se tornar uma noiva à altura.
Aí ele lembra de mim.
Eu dormindo ao lado dele, sonhando agarrada aos carneirinhos que eu nem precisei contar, porque era sono demais.
Reforço: eu ao lado dele, bem do lado mesmo.
Aí ele resolve enviar um SMS (um não, dois) para a parceira desmaiada, inconsciente do que se passa ao redor.
SMS 1:
10/08/2013
02:37:09 da manhã
"Oi, amor, pensei uma coisa agora: você vai casar com rasteirinha ou descalça?
Sabe por quê?"
SMS 2:
10/08/2013
02:37:57 da manhã
" Porque você não seria uma mentira justo no dia que afirmaremos a maior verdade das nossas vidas"
Detalhe importante:
* Ele me perguntou se vou de rasteirinha ou descalça, porque sabe que fujo do salto alto - mesmo sendo baixinha -. E que quando passa uma mulher com um salto maior do que as pernas, eu o cutuco e falo abismada "Nossa, por que fazer isso com ela mesma?"
E ele responde meio que concordando com meu espanto "Valha, ela nem consegue se equilibrar direito"
(Tá, eu e ele somos terríveis)
Aí eu acordo 11 da manhã no sábado, ligo meu celular e me deparo com os dois SMS. Melhor, me deparo com o amor.
E novamente digo pra ele não fazer essas coisas, porque eu acabo não resistindo e expondo no blog.
Ele, se achando, diz que meu blog tem audiência por causa dele!
Você aí, me diz se eu mereço isso?!
sábado, 10 de agosto de 2013
Auto-diagnóstico feito por criança
Eu estava no restaurante esperando umas amigas, essa sexta à noite depois do trabalho.
Eu sabia que elas iriam demorar.
Muito exausta depois de mais uma semana que se foi (sim, eu estou ficando velha), não encontrei energia nem para ler o livro que sempre levo comigo para servir de remédio anti-impaciência de espera. Anti-depressivo também. Anti-solidão também. Tá, acho que já deu pra você entender.
Mas encontrei uma ocupação compatível com este meu momento. Fiquei observando a clientela do local. Eu estava distraída pensando sobre como era a vida do garçom fora dali. Será que ele teria tempo de viver depois do expediente? Não quis dar palpite sobre isso.
Foi quando a pequena cliente sentada numa cadeira para clientes adultos chamou minha atenção. Ela estava numa mesa cheia de família e ao lado de uma senhora. De repente, ela vira pra essa e, em tom de dengo, fala com a voz e com os braços:
- Vó, o abraço que a senhora me deu foi tão forte,
que eu fiquei com dor de barriga!
Achei curioso e me perguntei se eu tinha ouvido certo a parte final da fala dela. Mas foi isso mesmo.
A menininha fez um auto-diagnóstico, identificando com absoluta certeza a causa da dor na sua barriguinha.
Agora tô imaginando a vó levando-a para o médico, e a menina explicando de quem foi a culpa.
Talvez por isso que dizem que os avós "estragam" os netos. Por excesso de afeto.
Mas acho que não existe excesso de afeto, existe excesso de zelo. Afeto nunca é demais. Faz bem de qualquer jeito.
quarta-feira, 7 de agosto de 2013
Infiel, é isso que sou!
Meu Ivan (Ivan Martins, colunista da Época) que me perdoe, mas, por falta de tempo. Não, por falta de tempo não, que isso se administra. Por falta de tesão, não quis mais saber dele.
Agora só quero saber, só quero pensar, só quero ler:
Fabrício Carpinejar: http://carpinejar.blogspot.com.br/
Quem o conhece, sabe. Principalmente quem o tem no Facebook, no botão dos Favoritos, nas leituras diárias sabe que ele está passando por um momento doloroso que destroça o coração: a separação da pessoa amada.
A Juliana, agora "ex", não voltou pra ele. Embora ele tenha escrito suas cartinhas públicas de amor mais inspiradas, sempre iniciadas com "Amada Sacerdotisa".
A Juliana não se atirou nos braços dele. Embora ele tenha mandado colocar este outdoor na avenida no dia do aniversário dela.
Talvez a tal Juliana não mereça ele. Ela merecendo ou não, ele está vivendo uma tristeza de dar dó.
Se eu faço o tipo dele ou não, não importa. Estou com ele na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, até que outro escritor nos separe.
segunda-feira, 5 de agosto de 2013
Tudo de novo
Ouvi um moço hoje de manhã cedinho exclamar com pesar:
- Vai começar tuuuuudo de novo!
Escutar ou falar isso não deveria nos fazer tão mal.
domingo, 4 de agosto de 2013
Susto adorável
Eu lendo no meu quarto, apoiada na pilha de livros e com o abajur feito um Sol na cara.
Aí ouço um assobio vindo da porta.
E dou de cara com meu pai usando óculos feitos de biscoito pêta.
Ele todo brincalhão, rindo pra mim. (:
Aí ouço um assobio vindo da porta.
E dou de cara com meu pai usando óculos feitos de biscoito pêta.
Ele todo brincalhão, rindo pra mim. (:
Disputa amiga de sms de autoajuda
Aquele momento que eu tiro do ruim de mim um ensinamento para mim mesma e para quem eu decido compartilhar em forma de sms:
sms 1:
Reconhecer nossos piores defeitos e buscar amenizá-los de alguma forma
é uma das atitudes mais dignas que podemos vivenciar.
(Sim, virei um livro barato de autoajuda)
Remetente:
Elaine
Enviada a:
Nati.
Às vezes, metida a escritora de autoajuda (sei que sou um horror nisso), saio encaminhando a mesma mensagem para aqueles queridos que estão na agenda do meu celular; aqueles que provavelmente vão me (nos) ajudar nisso.
Quando recebo estas respostas abaixo, quase bato palmas sozinha dentro do ônibus. Sim, é no ônibus onde eu geralmente encontro tempo para fazer essa coisa de pensar na vida com ajuda amiga.
sms 2:
"reconhecer os erros, - ainda mais os piores -, ao invés de ser fraqueza e submissão,
é força e humildade.
só pessoas de bom coração sabem o q significa ter consciência tranquila
depois de assumir um erro."
sms 3:
" ( tb sou boa nas
frases de
autoajuda!) ;D "
Remetente:
Nati
Enviada a:
Elaine.
sms 4:
Arrasou! haha
sms 5:
Ô, deixa eu transformar sms em post no blog?
Já sei até o título "disputa amiga de sms de autoajuda".
Remetente:
Elaine
Enviada a:
Nati
E, me conhecendo como ela me conhece, a resposta chega assim:
sms 6:
"eu tava msm com a sensação de essa historia de msgs bonitas
e com frases de efeito iam te inspirar! ;)"
Mal sabe a Nati, ou sabe sim, que não são as mensagens e frases de efeito que me inspiram, e sim amigas e amigos como ela. Apenas seis mensagens trocadas foram suficientes para demonstrar isso.
sms 1:
Reconhecer nossos piores defeitos e buscar amenizá-los de alguma forma
é uma das atitudes mais dignas que podemos vivenciar.
(Sim, virei um livro barato de autoajuda)
Remetente:
Elaine
Enviada a:
Nati.
Às vezes, metida a escritora de autoajuda (sei que sou um horror nisso), saio encaminhando a mesma mensagem para aqueles queridos que estão na agenda do meu celular; aqueles que provavelmente vão me (nos) ajudar nisso.
Quando recebo estas respostas abaixo, quase bato palmas sozinha dentro do ônibus. Sim, é no ônibus onde eu geralmente encontro tempo para fazer essa coisa de pensar na vida com ajuda amiga.
sms 2:
"reconhecer os erros, - ainda mais os piores -, ao invés de ser fraqueza e submissão,
é força e humildade.
só pessoas de bom coração sabem o q significa ter consciência tranquila
depois de assumir um erro."
sms 3:
" ( tb sou boa nas
frases de
autoajuda!) ;D "
Remetente:
Nati
Enviada a:
Elaine.
sms 4:
Arrasou! haha
sms 5:
Ô, deixa eu transformar sms em post no blog?
Já sei até o título "disputa amiga de sms de autoajuda".
Remetente:
Elaine
Enviada a:
Nati
E, me conhecendo como ela me conhece, a resposta chega assim:
sms 6:
"eu tava msm com a sensação de essa historia de msgs bonitas
e com frases de efeito iam te inspirar! ;)"
Mal sabe a Nati, ou sabe sim, que não são as mensagens e frases de efeito que me inspiram, e sim amigas e amigos como ela. Apenas seis mensagens trocadas foram suficientes para demonstrar isso.
sábado, 3 de agosto de 2013
presentinhos simbólicos.
Dia 1º de agosto foi o aniversário dele, do cara com quem, digamos, firmei parceria há 6 anos. Parceria de amor, amizade, ajuda, conselhos, enfim, uma mistura só.
Novamente ele frisou que minha dívida de presentes materiais só aumenta, acumulando os aniversários passados.
Eu nunca fui boa de presentear com coisas tangíveis. Sempre fui de preparar presentinhos simbólicos. Ou seja, algo simples e representativo acompanhado de sentimentos derramados na escrita.
Então eu fico ouvindo as cobranças dele em forma de piadas engraçadas e finjo que acredito que ele se importa com presentes materiais. Ele já listou uma porção destes. "Ah, você pode me dar isso, aquilo ou aquele que eu tava querendo e tal" Mas nunca, nunca se decide por nenhum deles. Prova de que ele também não dá valor a presentes assim.
Na véspera do 1º de agosto, ele ligou pro meu celular. Eu estava trabalhando. Eu nem tinha levado para o trabalho roupa para saidinhas. Aí ele, do outro lado da linha, vem com este convite inesperado:
- Oi, amor!
Quero estar com você na noite da virada para o dia do meu aniversário.
Fica comigo hoje?
Nem preciso dizer que ele me ganhou de novo, se é que é possível me ganhar novamente já tendo me ganhado há 6 anos. Já é fato. Ele tem mania de me ganhar com esses pedidos de presentes simbólicos.
Claro que eu nem liguei de sair com ele vestida com a farda do trabalho na noite do dia 31 de julho, como também nem liguei de ir para a comemoração do aniversário na noite do dia 1º de agosto com roupa improvisada: short da academia e camiseta branca simples que estavam na minha mochila. Nem pude passar em casa. Fiquei com ele na véspera e no dia especial. Não largamos um do outro, a não ser na hora de irmos aos nossos trabalhos, já que a data caiu na semana (quinta-feira).
Na sexta-feira de manhã, ele foi me deixar na empresa. A gente se despediu, e ele concluiu com felicidade que "pronto, iniciei e terminei meu dia ao seu lado"
Sim, ele me ganhou novamente com essa declaração. Eu respondi:
- Ah, não fala isso, se não conto pra todo mundo no blog!
E ainda estou aguardando a decisão dele sobre o presente material.
A última opção que ele citou foi uma revista de coleção, que custa apenas 20 reais. Claro que eu não dei ouvidos. Se é pra dar presente material super atrasado, que seja um melhorzinho.
Novamente ele frisou que minha dívida de presentes materiais só aumenta, acumulando os aniversários passados.
Eu nunca fui boa de presentear com coisas tangíveis. Sempre fui de preparar presentinhos simbólicos. Ou seja, algo simples e representativo acompanhado de sentimentos derramados na escrita.
Então eu fico ouvindo as cobranças dele em forma de piadas engraçadas e finjo que acredito que ele se importa com presentes materiais. Ele já listou uma porção destes. "Ah, você pode me dar isso, aquilo ou aquele que eu tava querendo e tal" Mas nunca, nunca se decide por nenhum deles. Prova de que ele também não dá valor a presentes assim.
Na véspera do 1º de agosto, ele ligou pro meu celular. Eu estava trabalhando. Eu nem tinha levado para o trabalho roupa para saidinhas. Aí ele, do outro lado da linha, vem com este convite inesperado:
- Oi, amor!
Quero estar com você na noite da virada para o dia do meu aniversário.
Fica comigo hoje?
Nem preciso dizer que ele me ganhou de novo, se é que é possível me ganhar novamente já tendo me ganhado há 6 anos. Já é fato. Ele tem mania de me ganhar com esses pedidos de presentes simbólicos.
Claro que eu nem liguei de sair com ele vestida com a farda do trabalho na noite do dia 31 de julho, como também nem liguei de ir para a comemoração do aniversário na noite do dia 1º de agosto com roupa improvisada: short da academia e camiseta branca simples que estavam na minha mochila. Nem pude passar em casa. Fiquei com ele na véspera e no dia especial. Não largamos um do outro, a não ser na hora de irmos aos nossos trabalhos, já que a data caiu na semana (quinta-feira).
Na sexta-feira de manhã, ele foi me deixar na empresa. A gente se despediu, e ele concluiu com felicidade que "pronto, iniciei e terminei meu dia ao seu lado"
Sim, ele me ganhou novamente com essa declaração. Eu respondi:
- Ah, não fala isso, se não conto pra todo mundo no blog!
E ainda estou aguardando a decisão dele sobre o presente material.
A última opção que ele citou foi uma revista de coleção, que custa apenas 20 reais. Claro que eu não dei ouvidos. Se é pra dar presente material super atrasado, que seja um melhorzinho.
sexta-feira, 2 de agosto de 2013
Quem não pisca,
Vamos começar a sexta-feira assim:
"Quem não pisca, não petisca"
Tava almoçando no refeitório da empresa essa semana e, sem querer, escutei a conversa alheia.
Uma moça inovou no ditado, mas desconfiou logo: "Como é, hein, que se diz?"
"Quem não pisca, não petisca"
Tava almoçando no refeitório da empresa essa semana e, sem querer, escutei a conversa alheia.
Uma moça inovou no ditado, mas desconfiou logo: "Como é, hein, que se diz?"
terça-feira, 30 de julho de 2013
Melhor do que você pensa.
Definitivamente, eu não sou a melhor pessoa do mundo.
Você também não.
Acho que ninguém é.
Como dizem, nem Jesus agradou todo mundo.
Eu não sou melhor do que você.
Você não é melhor do que eu.
Você não é melhor do que ninguém.
A gente tem mania de comparativos, mas este não é legal, não é nada saudável.
Eu não sou a melhor.
Você também não.
Mas todos temos uma segunda, terceira, quarta chance de sermos menos piores.
Mais de quatro chances, na verdade. Menos mal, né?!
É melhor vermos por este lado.
Você também não.
Acho que ninguém é.
Como dizem, nem Jesus agradou todo mundo.
Eu não sou melhor do que você.
Você não é melhor do que eu.
Você não é melhor do que ninguém.
A gente tem mania de comparativos, mas este não é legal, não é nada saudável.
Eu não sou a melhor.
Você também não.
Mas todos temos uma segunda, terceira, quarta chance de sermos menos piores.
Mais de quatro chances, na verdade. Menos mal, né?!
É melhor vermos por este lado.
segunda-feira, 29 de julho de 2013
A criança esquecida na porta da escola
Vou terminar a especialização em dezembro deste ano, e o pobre diploma, dizendo que sou publicitária, ainda esperando que eu vá buscá-lo.
Está lá, feito uma criança esquecida na porta da escola. Coitado, tomando um chá de cadeira daqueles. Em breve, serei obrigada a ir pegá-lo, só por questão de burocracia mesmo.
Pra você ver como um diploma, um papel, não faz a menor diferença na sua vida. O valor está na gente; vem da nossa transpiração de cada dia. (:
Está lá, feito uma criança esquecida na porta da escola. Coitado, tomando um chá de cadeira daqueles. Em breve, serei obrigada a ir pegá-lo, só por questão de burocracia mesmo.
Pra você ver como um diploma, um papel, não faz a menor diferença na sua vida. O valor está na gente; vem da nossa transpiração de cada dia. (:
domingo, 28 de julho de 2013
Um dia eu supero
Está comprovado! Eu mesma constatei: fico extremamente tímida só de me imaginar mostrando os textos que escrevi sobre meus Pais para eles mesmos.
Prova disso é que eu só fui criar coragem de apresentar este aqui para o meu Pai ("Ele é incrível"), escrito em 8 de dezembro de 2011 neste blog, um dia desses.
Ele nem brigou comigo por conta da demora. Apenas exclamou de coração:
- Muito bom, Filha! Obrigado!
Um dia eu supero essa timidez de me declarar para os meus Pais.
Prova disso é que eu só fui criar coragem de apresentar este aqui para o meu Pai ("Ele é incrível"), escrito em 8 de dezembro de 2011 neste blog, um dia desses.
Ele nem brigou comigo por conta da demora. Apenas exclamou de coração:
- Muito bom, Filha! Obrigado!
Um dia eu supero essa timidez de me declarar para os meus Pais.
Isso é saudade? Abraço macio da minha mãe.
Ela nunca foi de dar muito carinho a nós (seus dois filhos) não, até porque sua especialidade sempre foi brigar. Brigar pela desarrumação da casa. Brigar por conta da louça suja na pia. Brigar por causa do barulho que é eu e meu irmão conversando no corredor da cozinha pra sala, o que dificulta ela ouvir a novela dela. Pena que esse último caso é muito raro acontecer. É um tremendo desencontro entre mim, meu irmão e meus pais. Geralmente passamos a maior parte da vida fora de casa. Nossa mãe é que está sempre em casa.
Ela cuida da casa, da comida, do cesto de roupa suja, das roupas enrugadas à espera na tábua de passar, cuida da gente e cuida também de brigar por qualquer motivo. Há momentos que eu banco a compreensiva e a entendo. Não deve ser nada fácil passar o dia em casa cuidando de várias coisas e assistindo aos clichês de novelas à tarde e à noite. Mas a nossa mãe escolheu viver assim. E eu a amo de qualquer jeito, com brigas ou sem brigas.
Hoje eu vim passar o domingo em casa. Ela se surpreendeu com minha chegada, afinal, eu não faço isso com frequência alguma. Acho que a maioria dos filhos tem mania de fazer isso; de bater asas e voar depois que ganham certa independência de quem os colocou no mundo. Mas não tem jeito, nossa dependência deles sempre vai existir e talvez só nos daremos conta disso tarde demais, quando não os tivermos mais por perto. Outro dia ouvi uma colega, que perdeu seu pai recentemente, dizer que agora vive aconselhando suas amigas a passarem datas importantes ao lado dos pais. Tomei esse conselho para mim também.
Minha mãe briguenta me viu entrando hoje em casa e respondeu ao meu "Oi, Mãe" com grande entusiasmo. Ela estava sozinha em casa. Meu pai tinha ido resolver umas coisas nossas, meu irmão viajando e minha mãe cuidando do almoço.
Eu cheguei e ela me esperou, pacientemente, enquanto eu guardava minhas centenas de bolsas e sacolas. Ela me esperou para oferecer um abraço que só ela sabe abraçar. Uma espécie de abraço tão macio quanto uma roupa cheirosa com amaciante. Não há gesto mais lindo do que ser recebida em casa dessa forma. Ela só podia ter ouvido isto de mim:
- Nossa! Isso é saudade é?
Dizem que toda mãe é igual, mas a minha tem um abraço diferente. Talvez, por ela nunca ter sido muito de passar a mão na cabeça dos filhos, tenha tornado momentos como esse tão especiais. Engraçado, até nisso ela pensou.
sábado, 27 de julho de 2013
Joga na comida?
A terapia perfumada de catar folhinhas de manjericão para preparar molho pesto.
A senhora, que ensacou meu manjericão no mercadinho, quis saber:
"Como é? Joga na comida?"
A senhora, que ensacou meu manjericão no mercadinho, quis saber:
"Como é? Joga na comida?"
Falando com as paredes e escrevendo.
Porque essas paredes aqui têm ouvidos,
e no dia que elas não os tiverem mais, não importa,
vou permanecer escrevendo,
reparando no outro e escrevendo,
me dando conta de mim mesma e escrevendo,
percebendo o outro e escrevendo,
me percebendo na relação com esse outro e escrevendo,
molhando os olhos da alma e escrevendo,
rindo desengonçada feito criança e escrevendo,
sentindo tristeza e escrevendo,
cheinha de alegria por escrever e escrevendo,
pendurando sentimentos nessas paredes
como quem coloca um quadro para colorir ao redor.
Isso tudo simplesmente escrevendo.
Isso que chamam de amor pelo que se faz.
e no dia que elas não os tiverem mais, não importa,
vou permanecer escrevendo,
reparando no outro e escrevendo,
me dando conta de mim mesma e escrevendo,
percebendo o outro e escrevendo,
me percebendo na relação com esse outro e escrevendo,
molhando os olhos da alma e escrevendo,
rindo desengonçada feito criança e escrevendo,
sentindo tristeza e escrevendo,
cheinha de alegria por escrever e escrevendo,
pendurando sentimentos nessas paredes
como quem coloca um quadro para colorir ao redor.
Isso tudo simplesmente escrevendo.
Isso que chamam de amor pelo que se faz.
terça-feira, 23 de julho de 2013
Gente fofa, fofão não!
Curtindo uma volta à infância ao encontrar a fan page do Colégio onde estudei até a 5ª série,
quando,
do nada,
vem essa figura estranha no meio das lembranças.
Ainda prefiro humano fofo a um fofão desses. Coisa mais assustadora!
quando,
do nada,
vem essa figura estranha no meio das lembranças.
Ainda prefiro humano fofo a um fofão desses. Coisa mais assustadora!
Eles preferem ser essa metamorfose ambulante
Uma tremenda falta de imaginação esse negócio de pensar em um tema para pesquisa científica e não repensá-lo (mudá-lo) mil vezes até lá.
Pronto, falei!
Pronto, falei!
domingo, 21 de julho de 2013
Futura escritora
A irmãzinha do meu namorado, de apenas 11 anos, acaba de ler pra mim uma história de princesa escrita por ela.
Disse que pensou quando tava no banheiro e teve que escrever pra não esquecer. Ou seja, fortes indícios de uma futura escritora de histórias infantis!
Ela perguntou se eu gostei.
Impossível não gostar dessas coisas! (:
Disse que pensou quando tava no banheiro e teve que escrever pra não esquecer. Ou seja, fortes indícios de uma futura escritora de histórias infantis!
Ela perguntou se eu gostei.
Impossível não gostar dessas coisas! (:
sábado, 20 de julho de 2013
Não há espaço para SMS (Sentimental Message Service)
Tem acontecido com frequência. E não tem jeito, eu sempre acabo frustrada no desenrolar desta história.
Penso em uma daquelas pessoas lindas que aparecem na minha vida e - já era! Lá estou eu com a pontinha do polegar ágil, pressionando teclas, escrevendo mensagem no meu celular. Celular que é só um telefone mesmo, ou seja, que só me serve para o tradicional ligar/receber chamadas ou enviar/receber os queridos SMSs.
Já com a expectativa pela resposta batendo à porta, vou escrevendo a mensagem. Seleciono "enviar", a operadora envia. Aguardo um pouco. Com a desculpa de olhar a hora, aproveito e verifico se houve resposta. Para o começo da minha indignação, quem me responde é o próprio celular. Resposta fria e calculista, típica de aparelhos celulares:
"Não há espaço para novas mensagens".
O que, para o meu inferno astral, significa que a pessoa já me respondeu e que não vou poder ler a mensagem até que eu abra espaço para a mesma. Consequentemente, o maior pesadelo de todos: a penosa obrigação de apagar mensagens queridas de pessoas queridas. Mensagens enquadradas na categoria de fofura máxima. Mensagens que você, até então, não teve coragem de apagar.
Aquelas mensagens cheias de amor de namorado. Aquela mensagem da amiga que voltou a morar na Bahia, mas que, ainda assim, vive lembrando de você. Aquela surpreendente mensagem do seu pai aprendendo a escrever SMS pela primeira vez na vida, só pra saber se você tá bem. Enfim, uma série de fofuras em forma de SMS que você guarda com um carinho sem tamanho. A sigla até passa a ganhar outro sentido. Ao invés de "Short Message Service" vira uma "Sentimental Message Service".
E não me venha com essa história de "pratique o desapego" a SMS não, que eu não consigo. Juro que eu apago SMS fofo com uma pontada forte alfinetando meu coração. Fico me sentindo uma pedra de gelo, um iceberg, ao ter coragem de jogar na "lixeira" aquilo que alguém escreveu pra mim com tanto amor. Na lixeira e sem chance de recuperação, porque esta não é igual a de um computador.
Meu celular fraquinho, com pouco espaço para tantos sentimentos, ainda me mata de desgosto qualquer dia desses.
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