Ela. Mãe.
Música: Gerânio
"Ela que descobriu o mundo
E sabe vê-lo
do ângulo mais bonito
Canta e melhora a vida, descobre sensações diferentes
Sente e vive intensamente
Aprende e continua aprendiz
Ensina muito e reboca os maiores amigos
Faz dança, cozinha, se balança na rede
E adormece em frente à bela vista
Despreocupa-se
e pensa no essencial
Dorme e acorda
Conhece a Índia e o Japão e a dança haitiana
Fala inglês e canta em inglês
Escreve diários, pinta lâmpadas, troca pneus
E lava os cabelos com shampoos diferentes
Faz amor e anda de bicicleta dentro de casa
E corre quando quer
Cozinha tudo, costura, já fez boneco de pano
E brinco para a orelha, bolsa de couro, namora e é amiga
Tem computador e rede, rede para dois
Gosta de eletrodomésticos, toca piano e violão
Procura o amor e quer ser mãe, tem lençóis e tem irmãs
Vai ao teatro, mas prefere cinema
Sabe espantar o tédio
Cortar cabelo e nadar no mar
Tédio não passa nem por perto, é infinita, sensível, linda
Estou com saudades e penso tanto em você
Despreocupa-se
e pensa no essencial
Dorme e acorda"
Porque janelas e portas abertas não são suficientes pra ver o mundo e as pessoas lá fora, tive que demolir uma das quatro paredes.
domingo, 11 de maio de 2008
Riscos que não são meus 2. Ela. Mãe.
sábado, 3 de maio de 2008
Dó-Ré-Mi descobrir

Eu queria cantar com a voz da eternidade
Encantar em notas harmônicas
Fazer o meu anseio e a minha alegria
Entonar no mais longo eco da vida
E no dó- ré -mi descobrir.
Nosso admirável canto natural

Como é bom nutrir essa grande admiração
Por obras advindas da mais pura energia
Eu paro e reparo nas coisas mais lindas
Que nos rodeiam em nosso universo
Muita gente passa apressado por estes cenários
E eles estão ali não apenas para serem notados
Eles dão o último suspiro
Eles clamam por atenção
E o que eles menos querem
É a sua distração
Eu vi alguém vir neste instante
A pessoa arrancou uma folha
Somente para ter algo para fazer
O indivíduo se foi
E a planta ficou com o sangue a jorrar
Pelo vaso onde há pouco havia uma folha bem verde e com sede.
A caminho
e as nossas reações se modificam
O canto,onde me confessei,
agora está vazio.Eu o vejo de outro ângulo,
mais feliz ou mais triste.
O cenário daqui de dentro,
não é similar ao de antigamente.
Minha mente não é mais pura,
minhas idéias sugerem um labirinto
Eu procuro a saída que vai me transportar para o nada.
E eu,enfim,poderei respirar a beleza, sem querer possuí-la.
Lá eu não precisarei de sorte,
bilhetes de loteria vão alimentar minha fogueira.
O frio vai estremecer meus ossos
e o calor acalentar minha forma.